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Dialectos e Falares em Portugal

A Língua Portuguesa

O português, oitava língua mais falada do planeta (terceira entre as línguas ocidentais, após o inglês e o castelhano), é a língua oficial em sete países: Angola (10,3 milhões de habitantes), Brasil (151 milhões), Cabo Verde (346 mil), Guiné Bissau (1 milhão), Moçambique (15,3 milhões), Portugal (9,9 milhões) e São Tomé e Príncipe (126 mil).

O português é uma das línguas oficiais da União Européia (ex-CEE) desde 1986, quando da admissão de Portugal na instituição. Em razão dos acordos do Mercosul (Mercado Comum do Sul), do qual o Brasil faz parte, o português será ensinado como língua estrangeira nos demais países que dele participam. Em 1994, é decidida a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que reunirá os países de língua oficial portuguesa com o propósito de uniformizar e difundir a língua portuguesa e aumentar o intercâmbio cultural entre os países membros.

Na área vasta e descontínua em que é falado, o português apresenta-se, como qualquer língua viva, internamente diferenciado em variedades que divergem de maneira mais ou menos acentuada quanto à pronúncia, a gramática e ao vocabulário.

Tal diferenciação, entretanto, não compromete a unidade do idioma: apesar da acidentada história da sua expansão na Europa e, principalmente, fora dela, a Língua Portuguesa conseguiu manter até hoje apreciável coesão entre as suas variedades.

No estudo das formas que veio a assumir a Língua Portuguesa na África, na Ásia e na Oceania, é necessário distinguir dois tipos de variedades: as crioulas e as não crioulas. As variedades crioulas resultam do contato que o sistema linguístico português estabeleceu, a partir do século XV, com sistemas linguísticos indígenas. O grau de afastamento em relação à língua mãe é hoje de tal ordem que, mais do que como dialetos, os crioulos devem ser considerados como línguas derivadas do português.

Na faixa ocidental da Península Ibérica, onde o galego-português era falado, atualmente utiliza-se o galego e o português.

Esta região apresenta um conjunto de falares que, de acordo com certas características fonéticas (principalmente a pronúncia das sibilantes: utilização ou não do mesmo fonema em rosa e em passo, diferenciação fonética ou não entre Cinco e Seis, etc.), podem ser classificados em três grandes grupos:

1. Dialetos galegos.
2. Dialetos portugueses setentrionais; e
3. Dialetos portugueses centro-meridionais.

A fronteira entre os dialetos portugueses setentrionais e centro-meridionais atravessa Portugal de noroeste a sudeste.

Merecem atenção especial algumas regiões do país que apresentam características fonéticas peculiares: a região setentrional que abrange parte do Minho e do Douro Litoral, uma extensa área da Beira-Baixa e do Alto-Alentejo, principalmente centro-meridional, e o ocidente do Algarve, também centro-meridional.

Os dialetos falados nos arquipélagos dos Açores e da Madeira representam um prolongamento dos dialetos portugueses continentais, podendo ser incluídos no grupo centro-meridional.

Constituem casos excepcionais a ilha de São Miguel e a Madeira: independentemente uma da outra, ambas se afastam do que se pode chamar a norma centro-meridional por acrescentar-lhe um certo número de traços muito peculiares (alguns dos quais são igualmente encontrados em dialetos continentais).

Fonte:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-populacao-brasileira/historia-da-lingua-portuguesa.php

Xogos da língua:

http://educarparacrescer.abril.com.br/100-erros/

Conceito de dialecto

A forma correcta é, de acordo com a ortografia do Português Europeu, dialecto e, de acordo com a ortografia do Português do Brasil, dialeto. O termo dialecto é utilizado para variedades que definem uma zona relativamente abrangente. Neste sentido, há vários dialectos em Portugal (continental e ilhas). Apresenta-se, de seguida, o conjunto dos mais importantes:

Grupo dos dialectos setentrionais:

– dialectos transmontanos e alto-minhotos;

– dialectos baixo-minhotos, durienses e beirões.

Grupo dos dialectos centro-meridionais:

– dialectos do Centro-Litoral (estremenho-beirões);

– dialectos do Centro-Interior (ribatejano-baixo-beirão-alentejano-algarvios).

Dialectos insulares:

– Açores: Micaelense, dialecto São Miguel;

– Madeira: madeirense.

Dialectos asturo-leoneses em território português:

– Concelho de Bragança: Rionorês, Guadramilês;

– Concelho de Miranda do Douro: Mirandês.

Cada uma destas variedades tem características linguísticas muito particulares, que os definem individualmente. Como se pode observar, o mirandês tem exactamente o mesmo estatuto que todos os outros dialectos. Os restantes conceitos que apresenta (“sotaque” e “calão”) pouco têm de científico e são, quase sempre, muito discutíveis. Porém, de uma forma geral, pode dizer-se que “sotaque” é utilizado quando nos referimos a diferentes línguas: “sotaque” espanhol, francês, italiano… Quanto ao calão é um nível de língua, usado em situações de pouca formalidade, o que nada tem que ver com dialectos.

Fonte:

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=11859

Dá-se o nome de dialecto a todo o sistema linguístico que deriva de outro mas que não apresenta uma diferenciação suficiente relativamente a outros de origem comum. Os dialectos costumam portanto ser considerados relativamente a um conjunto de vários sistemas linguísticos com um tronco comum ou que se encontram num mesmo limite geográfico. Por outro lado, o termo dialecto também diz respeito à estrutura linguística que não alcança a categoria social de língua.

Os dialectos estão associados à variedade linguística e, por conseguinte, à diversidade linguística. Apesar de ser hábito considerar o dialecto como sendo uma espécie de sistema de menor categoria ou mais simples do que uma língua, os dialectos são, na realidade, formas particulares de falar ou de escrever uma determinada língua.

Neste sentido, os dialectos podem surgir pela variedade geográfica. No caso da língua portuguesa, por exemplo, o dialecto que se fala em Portugal utiliza palavras como “hospedeira (de avião)” ou “rapariga”, ao passo que, no Brasil, esses termos não se usam ou usam-se mais raramente (são substituídos por “aeromoça” e “moça”, respectivamente).

Os especialistas falam de dialecto de prestígio para se referirem ao dialecto elegido pelas pessoas mais prestigiosas ou que pertencem às classes sociais mais altas (alta sociedade) numa comunidade de falantes/locutores em que coexistem vários dialectos.

Geralmente, têm-se em conta três critérios para considerar se dois sistemas linguísticos são dialectos ou línguas independentes: os dialectos devem ser mutuamente inteligíveis sem aprendizagem prévia, devem fazer parte de um território politicamente unificado e devem possuir um sistema ortográfico comum.

Fonte:

http://conceito.de/dialecto

Linguagem Popular

A linguagem coloquial, informal ou popular é aquela linguagem que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a linguagem popular, falada no quotidiano.

O nível popular está associado à simplicidade da utilização linguística em termos lexicais, fonéticos, sintácticos e semânticos. Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. Tomem-se a título exemplificativo os excertos que se seguem: «Minha santa filha do meu bô coração/ Cá arrecebi a tua pera mim muito estimada carta e nela fiquei ciante e sastifeita por saber que andavas rija e fera na cumpanhia do teu marido.» (Aquilino Ribeiro, O Homem na Nave); «- Ó Tio Luís, ó Tio Luís!…/ – Que é? / – Vossemecê não vê? (…)/ – Ouviste por ‘i berrar uma cabra?» (Camilo Castelo Branco, Maria Moisés, pp. 44-45).

A língua portuguesa possui uma relevante variedade de dialectos, muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português padrão. Tais diferenças, entretanto, não prejudicam muito a inteligibilidade entre os locutores de diferentes dialectos.

O português europeu padrão (também conhecido como “estremenho”) modificou-se mais que as outras variedades. Mesmo assim, todos os aspectos e sons de todos os dialectos de Portugal podem ser encontrados nalgum dialecto no Brasil. O português africano, em especial o português santomense tem muitas semelhanças com o português do Brasil (também conhecido como “fluminense”), também os dialectos do sul de Portugal apresentam muitas semelhanças, especialmente o uso intensivo do gerúndio. Na Europa, o alto-minhoto e o transmontano são muito semelhantes ao galego.

Mesmo com a independência das antigas colónias africanas, o português padrão de Portugal é o padrão preferido pelos países africanos de língua portuguesa. Logo, o português apenas tem dois dialectos de aprendizagem, o europeu e o brasileiro. Note que, na língua portuguesa há dois dialectos preferidos em Portugal: o de Coimbra e o de Lisboa. No Brasil, o dialecto preferido é o falado e muito mais escrito pelos habitantes cultos das grandes cidades.

Ler mais:

http://www.cm-mirandela.pt/index.php?oid=3926

Mapa:

https://i0.wp.com/www.prof2000.pt/users/hjco/gramcom/Imagens/Mapafalares.jpg

Apresentação:

http://prezi.com/q1fnqvre85yl/os-dialetos/

Vídeo:

Algunhas amostras dos dialectos em Portugal

Açoriano

Vídeo:

Alentejano

Vídeo:

Vídeo:

Vídeo:

 Barranquenho

Vídeo:

http://videos.sapo.pt/WFDqHj5OG6zFvGnmbLRp

 Algarvio

Série de Vídeos:

Série de Videos:

Transmontano

Vídeo:

Vídeo:

As Origens da Língua Portuguesa

A evolução do português: os antepassados

A história da língua portuguesa dá conta da evolução da língua portuguesa desde a sua origem no noroeste da Península Ibérica até ao presente, como língua oficial falada em Portugal e em vários países de expressão portuguesa.

Fazendo uma viagem pelo tempo, damo-nos conta de que as origens da língua portuguesa são remotas e há que ter em conta quatro momentos distintos.

Assim, o primeiro período designa-se por pré-românico.

Os linguistas acreditam que um grande número de línguas da Europa e da Ásia provêm de uma mesma língua de origem, designada por indo-europeu (assim chamado porque os seus membros se estendem do norte da Índia até ao ocidente da Europa). Com exceção do basco, todas as línguas oficiais dos países da europa ocidental pertencem a quatro ramos dessa família: o helénico (grego), o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.), o germânico (inglês, alemão) e o céltico (irlandês, gaélico). Um quinto ramo, o eslavo, engloba diversas línguas atuais da Europa Oriental.

Por volta do II milénio a.C., o grande movimento migratório de leste para oeste dos povos que falavam línguas da família indo-europeia terminou. Os celtas instalaram-se na Europa Central, na região correspondente às atuais Boémia (República Checa) e Baviera (Alemanha).

Entre o II e o I milénios a.C., os celtas ocuparam mais de metade do continente europeu. No entanto, devido à pressão romana, as línguas célticas, foram empurradas até as extremidades ocidentais da Europa, subsistindo ainda em regiões da Irlanda (o irlandês é inclusive uma das línguas oficiais do país), da Grã-Bretanha e da Bretanha francesa. Extraordinariamente, nenhuma língua céltica subsistiu na Península Ibérica, onde a implantação dos celtas ocorreu em tempos muito remotos e cuja língua se manteve na Galiza até o século VII d.C.

Fonte:

http://www.jn.pt/Dossies/dossie.aspx?content_id=3176638&dossier=Portugu%EAs%20atual&page=-1

A língua portuguesa é uma língua neolatina

A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e mais a influência árabe e das tribos que viviam na região.

Sua origem está altamente conectada a outra língua (o galego), mas, o português é uma língua própria e independente. Apesar da influência dos tempos tê-la alterado, adicionando vocábulos franceses, ingleses, espanhóis, ela ainda tem sua identidade única, sem a força que tinha no seu ápice, quando era quase tão difundida como agora é o inglês.

No oeste da Península Ibérica, na Europa Ocidental, encontram-se Portugal e Espanha.
Ambos eram domínio do Império Romano a mais de 2000 anos, e estes conquistadores falavam latim, uma língua que eles impuseram aos conquistados. Mas não o latim culto usado pelas pessoas cultas de Roma e escrito pelos poetas e magistrados, mas o popular latim vulgar, falado pela população em geral. Isto aconteceu porque a população local entrou em contato com soldados e outras pessoas incultas, não magistrados.

Logicamente não podemos simplesmente desprezar a influência lingüística dos conquistados.
Estes dialetos falados na península e em outros lugares foram regionalizando a língua.
Também devemos considerar a influência árabe, que inseriu muitas termos nestes romanços
até a Reconquista. Este processo formou vários dialetos, denominados cada um deles genericamente de romanço (do latim romanice, “falar à maneira dos romanos”).
Quando o Império Romano caiu no século V este processo se intensificou e vários dialetos foram se formando. No caso específico da península, foram línguas como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península).

Foi este último que gerou o português e o galego (mais tarde uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na Camões, o português uniformiza-se e adquiri as característicasatuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa,
consolidando-a definitivamente.

Fonte:

http://www.eduquenet.net/origemlingua.htm

Uma língua romántica

Derivou-se o nosso idioma, como língua romântica, do Latim vulgar. É bastante difícil conhecer a língua dos povos habitantes na península Ibérica antes dos Romanos dela se apossarem.

Os Romanos ocuparam a Península Ibérica no séc. III antes de nossa Era. Contudo, ela só é incorporada ao Império no ano 197 antes de Cristo. Tal fato não foi pacifico. Houve rebeliões contra o jugo Romano.

O Latim, língua dos conquistadores, foi paulatinamente suplantado a dos povos pré-latinos. “Os turdetanos, e mormente os ribeirinhos do Bétis, adotaram de todos os costumes romanos, e até já nem se lembram da própria língua.” (Estrabão). O Latim implantado na Península Ibérica não era o adotado por Cícero e outros escritores da época clássica (Latim clássico).

Era sim o denominado Latim Vulgar. O Latim Vulgar era de vocabulário reduzido, falado por aqueles que encaravam a vida pelo lado prático sem as preocupações de estilísticas do falar e do escrever. O Latim Clássico foi conhecido também na Península Ibérica, principalmente nas escolas. Atestam tal verdade os naturais da Península : Quintiliano e Sêneca.

Do Latim vulgar

Sabe-se que o latim era uma língua corrente de Roma. Roma, destinada pela sorte e valor de suas bases, conquista, através de seus soldados, regiões imensas. Com as conquistas vai o latim sendo levado a todos os rincões pelos soldados romanos, pelos colonos, pelos homens de negócios. As viagens favoreciam a difusão do latim.

Primeiramente o latim se expande por toda a Itália, depois pela Córsega e Sardenha, plenas províncias do oeste do domínio colonial, pela Gália, pela Espanha, pelo norte e nordeste da Récia, pelo leste da Dácia. O latim se difundiu acarretando falares diversos de conformidade com as regiões e povoados, surgindo daí as línguas românticas ou novilatinas.

Românticas porque tiveram a mesma origem: ao latim vulgar. Essas línguas são, na verdade, continuação do latim vulgar. Essas línguas românticas são: português, espanhol, catalão, provençal francês, italiano, rético, sardo e romeno.

No lado ocidental da Península Ibérica o latim sentiu certas influencias e apresenta características especiais que o distinguiam do “modus loquendi” de outras regiões onde se formavam e se desenvolviam as línguas românticas. Foi nesta região ocidental que se fixaram os suevos. Foram os povos bárbaros que invadiram a península, todos de origem germânica Sucederam-se nas invasões os vândalos, os suevos (fixaram-se no norte da península que mais tarde pertenceria a Portugal), os visigodos. Esses povos eram atrasados de cultura. Admitiram os costumes dos vencidos juntamente com a língua regional.

É normal entender a influencia desses povos bárbaros foi grande sobre o latim que aí se falava, nessa altura bastante modificado.

Formação de Portugal

No século V, vários grupos bárbaros entraram na região ibérica, destruindo a organização política e administrativa dos romanos. Entretanto é interessante notar o domínio político não corresponde a um domínio cultural, os bárbaros sofreram um processo de romanização. Neste período formaram-se uma sociedade distinta em três níveis: clero, os ricos e políticos poderosos; a nobreza, proprietários e militares; e o povo.

No século VII essa situação sofre profundas mudanças devido a invasão muçulmana, estendendo –se assim o domínio árabe variando de regiões, e tinha sua maior concentração na região sul da Península, e o norte não conquistado servia de refúgio aos cristãos e lá organizaram a luta de reconquista, que visava a retomado do território tomado pelos árabes.

No que a Reconquista progredia a estrutura de poder e a organização territorial vão ganhando novos contornos; os reino do norte da Península (Leão, Castela, Aragão) estendem suas fronteiras para o sul, o reino de Leão passa a pertencer a o Condato Portucalense.

No fim do século XI, o norte da Península era governado por o rei Afonso VI, pretendendo expulsar todos os muçulmanos, vieram cavaleiros de todas as partes para lutar contra os mouros, dentre os quais dois nobres de borgonhas: Raimundo e seu primo Henrique. Afonso VI tinha duas filhas: Urraca e Teresa. O rei promoveu o casamento de Urraca e Raimundo e lhe deu como dote o governo de Galiza; pouco depois casou Teresa com Henrique e lhe deu o governo do Condato Portucalense. D. Henrique continua a luta contra os mouros e anexando os novos territórios ao seu condato, que vai ganhado os contornos do que hoje é Portugal.

Em 1128, Afonso Henriques – filho de Henrique e Teresa- proclamou a independência do Condato Portucalense, entrando em luta com as forças do reino de Leão. Quando em 1185 morre Afonso Henriques, os muçulmanos dominavam somente o sul de Portugal. Sucede a Afonso Henriques o rei D. Sancho, que continuava a lutar contra os mouros até sua expulsão total.. Dessa forma consolida-se a primeira dinastia portuguesa: a Dinastia de Borgonhas.

Ler mais:

http://tecciencia.ufba.br/aula-de-portugues-2012/aula-de-portugues-2012/a-origem-da-lingua-portuguesa

História da língua portuguesa em quadrinhos:

http://www.pixton.com/br/comic/pqfaqwor

http://www.pixton.com/br/comic/xiprem8w

http://www.pixton.com/br/comic/whc8x2iv

http://www.pixton.com/br/comic/sjvs4zjp

http://www.pixton.com/br/comic/hkr252th

http://www.pixton.com/br/comic/u3drkniz

http://www.pixton.com/br/comic/smys01ws

http://www.pixton.com/br/comic/8x6z7njj

http://www.pixton.com/br/comic/bp5p42i4

http://www.pixton.com/br/comic/emn0jb5k

Vídeo:

Vídeo:

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A Europa das Línguas

Dia Europeu das Línguas

O Ano Europeu das Línguas (AEL) 2001, organizado conjuntamente pelo Conselho da Europa e pela União Europeia, envolveu com sucesso milhões de pessoas nos 45 países participantes. As atividades desenvolvidas celebraram a diversidade linguística na Europa e promoveram a aprendizagem de línguas.

Na sequência do êxito do AEL-2001, o Conselho da Europa instituiu o Dia Europeu das Línguas, a ser celebrado todos os anos no dia 26 de setembro. Os objetivos gerais do Dia Europeu das Línguas são:

  1. Alertar o público em geral para a importância da aprendizagem das línguas e diversificar a oferta linguística de modo a incrementar o plurilinguismo e a compreensão intercultural;
  2. Promover a riqueza da diversidade linguística e cultural da Europa, que deve ser preservada e valorizada;
  3. Fomentar a aprendizagem de línguas ao longo da vida, dentro e for a da Escola, seja para fins académicos ou profissionais, seja para fins de mobilidade ou por prazer e intercâmbio.

Em 26 de setembro de 2011 assinalou-se o 10º aniversário do Dia Europeu das Línguas (DEL), celebrado no Conselho da Europa e em todos os 47 estados-membros.

A expectativa do Conselho da Europa é a de que este Dia seja celebrado tanto pelas autoridades nos estados-membros como por outros potenciais parceiros a vários níveis:

  • decisores políticos (medidas específicas ou debates sobre assuntos relacionados com política de línguas, por exemplo);
  • público em geral (aumentando a consciência sobre os objetivos do DEL, incluindo a importância da aprendizagem de línguas ao longo da vida, em qualquer idade, em estabelecimentos de ensino, no local de trabalho, etc.);
  • no âmbito do voluntariado (ações específicas por e/ou para ONG, associações, empresas, etc.). Quem pode participar?

Fonte:

http://edl.ecml.at/Home/Whatisit/tabid/1760/language/pt-PT/Default.aspx

A caminho da era poliglota

Se alguém lhe dissesse: “flisni me mua”, saberia o que significa ou mesmo de que língua se tratava? Com cerca de 225 línguas, é rica e diversa a herança linguística da Europa: facto a merecer celebração. Mas até que ponto os europeus se interessam por aprender a língua dos vizinhos próximos e menos próximos? Muitos europeus podem até pensar que viver em contexto monolingue é a norma. Mas entre metade a dois terços da população mundial é bilingue até certo ponto, e um número significativo de pessoas é plurilingue, ou seja, tem algum nível de competência noutras línguas (seja na compreensão, na escrita, na expressão oral…).

O plurilinguismo é, muito mais do que o monolinguismo, a condição humana normal. Há milhões de pessoas que pensam que não sabem mais nenhuma língua para além da sua língua materna; contudo, muitas delas têm algum conhecimento de outra língua. E, todavia, as oportunidades de aprender uma nova língua são hoje em dia maiores do que em qualquer outra época. Para realçar a importância da aprendizagem de línguas, o Conselho da Europa instituiu o Dia Europeu das Línguas (DEL), que se celebra todos os anos a 26 de setembro. A ideia por detrás do DEL é encorajar o “plurilinguismo”. Isto não é novo nem obscuro. É um facto da vida quotidiana entre muitos povos de África e da Ásia e é a norma em várias partes da Europa, em particular no Benelux e na Escandinávia e também na bacia do Mediterrâneo. E não tem de assustar as pessoas, levando-as a pensar que têm de aspirar a um domínio ao nível de um falante nativo. Trata-se de ser capaz de comunicar e ser compreendido de acordo com as necessidades e as exigências de cada um. A expansão internacional do inglês parece ser incontornável; há estudos que revelam que para a maioria dos aprendentes de línguas a aquisição de algum domínio de inglês é uma prioridade (um em cada três declara ser capaz de comunicar em inglês, de acordo com o Eurobarómetro).

Contudo, uma vez alcançado esse objetivo, não há razão para nos satisfazermos só com o inglês. Muitas outras línguas são também instrumentos valiosos para aproveitar ao máximo as experiências da vida, seja para trabalhar ou para viajar. Uma das ironias de um mundo globalizado é que o estatuto do inglês possa entrar em declínio. À medida que cada vez mais pessoas se tornam proficientes na “língua franca” da atualidade, o que deverá fazer a diferença é a capacidade de falar outras línguas. No mundo do trabalho e da educação, os falantes nativos de inglês terão de competir com candidatos que têm já a sua língua materna, mais o inglês e, em número cada vez maior, um conhecimento razoável de uma terceira ou de uma quarta língua. E a competência linguística traz muito mais do que benefícios económicos. Leva-nos a ser mais abertos aos outros, às suas culturas e atitudes, e também promove uma maior flexibilidade mental ao permitir-nos operar em diferentes sistemas de representação e em função de diferentes visões do mundo. Não devemos, portanto, subestimar o valor da aprendizagem de línguas na medida em que nos dá acesso ao povo, à cultura e às tradições de outros países. As pessoas que conseguem comunicar com outras culturas são potencialmente mais tolerantes. É preciso ter em conta que ser monolingue é ficar dependente da competência linguística e da boa vontade de outros. Aprender a utilizar outra língua é mais do que a aquisição de uma competência útil – reflete uma atitude de respeito pela identidade e pela cultura de outros e de aceitação da diversidade.

O Conselho da Europa lançou um projeto pioneiro para capacitar as pessoas a avaliarem o seu nível de proficiência numa língua estrangeira. O Portefólio Europeu de Línguas pretende motivar os aprendentes, pelo reconhecimento dos esforços para alargarem e diversificarem as suas competências linguísticas a todos os níveis, assim como fornecer um registo das capacidades adquiridas, o qual pode ser consultado, por exemplo, quando passam para o nível superior ou quando procuram emprego no país ou no estrangeiro. Com base num sistema de grelha, os aprendentes de línguas podem avaliar as suas capacidades – compreensão, leitura, produção oral e escrita – e atribuir-lhes um dos seis níveis europeus. Estes níveis têm vindo a ser adotados pela maior parte dos organismos de certificação na Europa, por muitos estados-membros e pela UE, em especial no âmbito do modelo Europass, um sistema criado para possibilitar a transparência e a comparabilidade das capacidades dos indivíduos entre os estados-membros. Um dos propósitos centrais do Dia Europeu das Línguas é reforçar a ideia de que a aprendizagem de línguas é um processo que se desenvolve ao longo da vida. Muitos adultos acreditam que, por terem perdido (ou desperdiçado) a oportunidade de adquirir uma nova língua durante os seus anos de educação formal, é demasiado tarde para recomeçar o processo. Não é. Por toda a Europa, aulas, programas e técnicas (desde livros a CD-ROM) estão disponíveis para qualquer pessoa melhorar as suas capacidades linguísticas. O que muitas vezes falta é a motivação pessoal para ultrapassar o fator “medo das línguas”. Muitas pessoas desenvolvem as suas competências linguísticas após saírem da escola ou da universidade, o que não é assim tão surpreendente: aprender línguas na escola é muitas vezes encarado como uma obrigação e não como uma oportunidade. É apenas quando começamos a explorar o mundo lá fora, seja por motivos profissionais ou por lazer, que nos apercebemos do valor das outras línguas. E a título de encorajamento, é bom saber que cada língua adicional se torna progressivamente mais fácil; portanto, quando tiver ultrapassado o primeiro obstáculo e quiser arriscar o húngaro ou o cantonês, experimente.

Fonte:

http://edl.ecml.at/Home/Movingintothepolyglotage/tabid/2970/language/pt-PT/Default.aspx

As Línguas da Europa

É difícil calcular quantas línguas são faladas no mundo. Esta afirmação surpreende com frequência aqueles que não se dedicam à linguística, mas é precisamente assim. Na Europa passa-se o mesmo, o que não é de estranhar.

No continente europeu existem línguas que quase deixaram de ser faladas e que em tempos recentes têm sido recuperadas (como o tártaro da Crimeia, falado por um povo que foi sujeito a deportação). Línguas que chegam com as pessoas que as utilizam (como o chinês). Línguas que, por vontade das sociedades que delas fazem um elemento de identificação e de coesão social, nascem a partir de outras que já existem (como o luxemburguês, originariamente uma variedade local do alemão), e línguas que querem ressuscitar (como o córnico). Infelizmente, também há línguas que se perdem (como o aragonês). Em suma, é difícil quantificar o número de línguas que são faladas na Europa.

De todo o modo, pode considerar-se que as línguas faladas no continente europeu, do oceano Atlântico à cordilheira dos Urales — mas sem a do Cáucaso — são cerca de setenta, sem contar as diversas línguas de sinais das diferentes comunidades de pessoas surdas nem todas as línguas que os não europeus vindos de todo o mundo utilizam diariamente.

A maioria destas cerca de setenta línguas pertence à família indo-europeia, o que significa que têm uma origem comum e que, portanto, se assemelham, embora muitas vezes estas semelhanças — por exemplo entre o italiano e o sueco — só possam ser detectadas pelos especialistas, pois não são, de modo nenhum, evidentes numa primeira abordagem. Na Europa também existem línguas das famílias uraliana (como o finlandês, o estónio, o sami ou o húngaro) e altaica (como o turco ou o tártaro) e, ainda, uma língua da família afro-asiática, o maltês, relacionado com o árabe, e uma língua sem família conhecida: o basco.

Na Europa, são indo-europeias as línguas bálticas (o letão e o lituano), as célticas (por exemplo o gaélico irlandês, o galês e o bretão), as eslavas (como o russo, o polaco, o servo-croata ou o macedónio), as germânicas (como o inglês, o alemão, o frisão ou o islandês) e as românicas (por exemplo o catalão, o romeno, o castelhano ou o occitano), bem como o grego, o albanês e o romani, a língua indo-iraniana falada por tantos ciganos europeus.

Ao longo da história, as línguas europeias apropriaram-se de palavras umas das outras — e também de línguas de outros continentes, como é evidente —, numa inter-relação fecunda. Assim, apenas a título de exemplo, o turco deu a um grande número de línguas europeias palavras como haviar (‘caviar’) e yoghurt (‘iogurte’). A palavra sauna, existente em muitas línguas, provém do finlandês.

O principal desafio com que hoje em dia as sociedades europeias são confrontadas é o de continuar a manter a diversidade linguística que, sem contradição com uma notável unidade cultural, sempre desenvolveram, ao lado das línguas da imigração, actualmente tão importante. Isso significa encontrar fórmulas de comunicação supranacional que não favoreçam a hegemonia de uma língua, e também dar vida a todas as línguas do continente que, por razões económicas ou políticas, se encontrem numa situação de fraqueza que constitua uma ameaça para a sua própria sobrevivência.

Fonte:

http://www10.gencat.net/casa_llengues/AppJava/pt/diversitat/diversitat/llengues_europa.jsp

Há 250 línguas ameaçadas na Europa e metade vai desaparecer em duas gerações

Mais de metade das 250 línguas minoritárias na Europa vão desaparecer no espaço de uma a duas gerações, concluíram cerca de cem investigadores, presentes no Congresso Internacional sobre Línguas Ameaçadas, que se está a realizar hoje em Minde.

“Estão identificadas 250 línguas ameaçadas em toda a Europa e, a cada duas semanas, há uma que desaparece, quando se perde o último falante”, disse à agência Lusa a presidente do Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS), Vera Ferreira, que organiza o congresso.

“Em todo o Mundo existem 6700 línguas e vamos perder mais de metade dessas línguas no espaço de uma a duas gerações. Identificá-las, estudá-las, preservá-las e divulgá-las é o que nos move, enquanto comunidade científica preocupada em intervir e defender a paleta da pluralidade linguística mundial”, advogou.

O Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social, com sede em Minde, Alcanena, organizou o primeiro congresso dedicado a línguas ameaçadas na Europa (ELE 2013 – Endangered Languages in Europe), que reúne, desde quinta-feira, cerca de uma centena de investigadores e linguistas de todos os países europeus e dos “quatro cantos do Mundo”, da Austrália ao Gana, Sri Lanka, Uganda e Nepal, para debaterem e partilharem o estado atual e o futuro das línguas ameaçadas e minoritárias.

“Foi o primeiro Congresso realizado nestes moldes em toda a Europa, e foi um sucesso, desde logo com o cruzamento da informação trabalhada a este nível, em todo o mundo, e aferir aquilo que se faz, não se faz, ou se pode fazer para preservar as línguas minoritárias”, disse a linguista à agência Lusa.

“Uma das conclusões do congresso é sobre a importância premente de investir na tecnologia da linguagem e na linguística documentacional, ou seja, como tratar e desenvolver material didático e de investigação”, apontou.

“É importante dar condições e meios à comunidade falante para preservar, divulgar e ensinar a língua ameaçada, desenvolvendo métodos, técnicas e tecnologias da linguagem para chegar aos jovens em ambiente escolar – no nosso caso ensinando o minderico”, defendeu.

O minderico, ou Piação dos Charales do Ninhou (língua dos habitantes de Minde), está hoje sob a ameaça de extinção, apresentando uma comunidade de mil falantes passivos, 250 falantes ativos, 25 dos quais fluentes e dez não falantes, numa população total de 3293 habitantes.

“É uma língua claramente ameaçada”, notou Vera Ferreira, tendo referido que o minderico está a ser alvo de alguns projetos de revitalização, através de aulas para as várias faixas etárias, formação contínua de professores, criação do primeiro dicionário bilingue acompanhado de uma versão multimédia, ou a utilização do minderico em festas, ementas, placas e preçários da vila.

Fonte:

http://www.ionline.pt/artigos/mundo/ha-250-linguas-ameacadas-na-europa-metade-vai-desaparecer-duas-geracoes/pag/-1

 

As línguas abrem caminhos: o caso do multilinguismo europeu

Numa época de crise económica, quando as coisas não são fáceis, é importante lembrar que as línguas podem ajudar. Apesar da corrente actual de cortes e reduções orçamentais, permitam-me que defenda a importância de continuar a promover o uso de várias línguas. O regulamento da UE de 1958 que referi acima prevê que todos os documentos jurídicos da UE sejam redigidos em todas as línguas oficiais e que cada cidadão europeu possa comunicar com as instituições europeias em qualquer dessas línguas. Seria impensável que um regulamento que produz efeitos directos em Portugal não fosse traduzido em português. Todas as instituições da UE têm um serviço linguístico próprio: na Comissão, esse serviço é a Direcção-Geral da Tradução, que tenho a honra de chefiar. Entre os nossos tradutores, contam-se actualmente 65 portugueses.

À parte este ponto de vista institucional, o multilinguismo na União Europeia é também uma questão da sociedade em geral. Nessa perspectiva, significa a aprendizagem de línguas estrangeiras. A Comissão incentiva as autoridades nacionais a melhorarem o ensino das línguas e exorta os cidadãos europeus de todas as idades e condições a aprenderem línguas estrangeiras. O nosso programa de aprendizagem ao longo da vida investe anualmente cerca de 50 milhões de euros na promoção da aprendizagem de línguas.

Devemos também interrogarmo-nos sobre os sistemas de formação dos linguistas. Serão adaptados às necessidades do mercado? Produzirão um número suficiente de linguistas profissionais? A Comissão está a observar com grande interesse o que se está a fazer em termos de novos programas curriculares. A Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia desenvolve desde há alguns anos o projecto EMT (“European Master’s in Translation” – mestrado europeu de tradução), que atribui uma espécie de selo de qualidade aos programas universitários que propõem formações de alta qualidade em tradução ao nível de mestrado. União Europeia e definir o perfil do tradutor no dealbar do século XXI. A rede EMT conta já em Portugal com a participação do curso de mestrado em tradução e serviços linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Segundo um estudo de 2006 organizado pela Comissão Europeia, quase 11% das PME na Europa perdem concursos e contratos por causa da falta de competências linguísticas e por não estarem cientes da importância desta dimensão nos negócios1. O inglês só não chega; as empresas com uma política de multilinguismo são geralmente mais produtivas e conseguem uma maior penetração nos mercados locais. No caso das pessoas, uma das maiores vantagens da Europa é a mobilidade, que não pode existir sem competências linguísticas. Se não falamos línguas estrangeiras, não podemos ir viver, estudar ou trabalhar para outros países da UE.

Não há dúvida que, actualmente, o conhecimento de línguas é uma vantagem competitiva para as empresas europeias e facilita a obtenção de melhores empregos. As línguas já não representam apenas uma paixão pessoal ou uma satisfação intelectual; tornaram-se meios para compreender identidades, culturas e necessidades de mercado, bem como realizar objectivos pessoais, especialmente profissionais, no contexto de um mercado único e multilingue.

Fonte:

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/as_liacutenguas_abrem_caminhos_o_caso_do_multilinguismo_europeu.html

Video:

O funcionamento do cérebro bilíngüe

cérebroUm novo estudo realizado na Universidade de Haifa mostrou como o primeiro e o segundo idiomas são representadas no cérebro de uma pessoa bilíngue.Um único caso estudado foi testado pelo Dr. Raphig Ibrahim do Departamento de Inaptidão de Aprendizagem, e publicado no jornal Behavioral and Brain Functions, mostra como a primeira e segunda línguas são representadas em diferentes lugares do cérebro.

A questão de quão diferentes os idiomas são representados no cérebro humano ainda é incerto e, além disso, não é certo como idiomas de diferentes e de estruturas lingüísticas similares são representadas. Vários estudos têm encontrado evidências que todas as línguas que adquirimos no curso de nossas vidas são representadas em uma área do cérebro. De qualquer modo, outros estudos encontraram evidências que o segundo idioma é dissociada da representação da língua mãe.

De acordo com Dr. Ibrahim, existem várias maneiras de esclarecer essa questão, mas a melhor é examinar a representação dos dois idiomas no cérebro por meio de avaliação dos efeitos do dano cerebral na língua mãe e no segundo idioma do indivíduo bilíngue. “O exame desses casos é muito significativo, como é raro encontrarmos pessoas que são fluentes em dois idiomas e tenha dano cerebral pronlogado, sendo seletivamente afetado por um dos idiomas. Ademais, a maioria da evidência neste campo é derivada de observações clínicas do dano cerebral em inglês – e dos pacientes Índio-Europeus. Poucos estudos foram realizados nos indivíduos que falam outros idiomas, especialmente o idioma semita tais como hebreu e árabe, até o presente momento do estudo”, acrescenta.

No caso atual foi examinado um paciente bilíngüe de 41 anos de idade em que sua língua mãe é árabe, tendo fluência no hebreu como segunda língua. O indivíduo é bacharel que passou em exames de admissão em hebreu e usava a língua com freqüência em sua vida profissional. Ele sofreu um dano cerebral que foi expressado em uma desordem nos idiomas (afasia) que permaneceu depois de completar o curso de reabilitação. Durante a reabilitação, uma alto grau de melhora no uso da língua árabe foi notado, e menos no uso do hebreu. Depois, as habilidades de idiomas do paciente foram colocadas em testes padrões que examinaram o alcance de níveis nas habilidades dos dois idiomas, ao lado de outros testes cognitivos. Grande parte dos testes revelou que o dano no conhecimento do hebreu foi significativamente mais severo que a perda da habilidade do árabe.

Segundo Dr. Ibrahim, mesmo com esse defeito seletivo as capacidades linguísticas do paciente não constitui evidências suficientes para desenvolver um modelo estrutural para representar os idiomas no cérebro, neste caso constitui um importante passo nessa direção, particularmente considerando que procede com idiomas únicos que ainda não foram estudados e são foneticamente, morfologicamente e sintaticamente similares.

Fonte:

http://hypescience.com/18546-pessoas-bilingues-possuem-areas-distintas-no-cerebro/

Idosos bilíngues têm cérebro mais “eficiente”

Idosos que falam duas línguas desde a infância têm mais facilidade em alternar de uma tarefa cognitiva para outra do que pessoas da mesma faixa etária que falam apenas um idioma. Essa é a conclusão de um estudo publicado nessa quarta-feira no periódico The Journal of Neuroscience. A pesquisa também mostra que os indivíduos bilíngues apresentam padrões de atividade cerebral diferentes de seus pares monolíngues ao alternar as atividades.

Conforme uma pessoa envelhece, a flexibilidade cognitiva, ou seja, habilidade de se adaptar a circunstâncias inesperadas, se torna mais restrita. Estudos recentes sugerem que falar duas línguas ao longo da vida pode reduzir essa perda, devido ao fato do indivíduo alternar o idioma falado com frequência.

Pesquisa — Para estudar como a habilidade de falar mais de uma língua desde a infância afeta o funcionamento neural, pesquisadores da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, monitoraram a atividade cerebral de 110 participantes por meio de ressonância magnética funcional (procedimento que detecta atividade cerebral associada a mudanças no fluxo sanguíneo) durante a realização de um teste cognitivo.

A atividade consistia em descrever a cor ou a forma de figuras, que podiam ser círculos ou quadrados, azuis ou vermelhos, conforme era solicitado. O mesmo teste foi aplicado a dois grupos distintos. O primeiro, composto por 30 idosos (de 60 a 68 anos), sendo 15 bilíngues e 15 monolíngues e o segundo, por 20 adultos monolíngues, 20 adultos bilíngues, 20 idosos bilíngues e 20 idosos monolíngues.

Para a realização desse estudo, o termo ‘bilíngue’ correspondeu a uma pessoa que fala inglês e outro idioma diariamente, desde os dez anos de idade ou menos.

Fonte:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/idosos-bilingues-tem-cerebro-mais-eficiente

Crianças bilingues têm mais capacidade para multitarefas

As crianças bilingues são mais capazes de realizar diversas atividades ao mesmo tempo do que as que falam apenas um idioma, mas demoram mais para adquirir vocabulário, segundo um estudo canadense publicado nesta terça-feira na revista Child Development.

Os psicólogos Raluca Barac e Ellen Bialystok, professores na Universidade de York em Toronto, realizaram um teste com 104 crianças anglófonas de seis anos e compararam aos resultados de crianças da mesma idade que falavam, além de inglês, chinês, francês ou espanhol, segundo o estudo.

Em um teste de atenção, organização e planejamento, as crianças deveriam apertar uma tecla de um computador enquanto passavam imagens de animais ou cores.

Todas as crianças responderam com a mesma velocidade quando as respostas se limitavam a animais ou cores, mas quando deviam passar de animais a cores unicamente e pressionar um botão diferente, os bilingues foram mais rápidos em realizar a mudança.

“Os bilingues têm em sua mente dois jogos de regras linguísticas e seu cérebro aparentemente sabe como ir e vir entre elas, dependendo das circunstâncias”, afirmou Peggy McCardle, responsável pela unidade de desenvolvimento e comportamento da criança do Instituto americano para a Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (National Institute of Child Health and Human Development), que comandou o estudo.

No entanto, o estudo destacou que as crianças unicamente anglófonas foram mais eficientes no teste de vocabulário e gramática.

Fonte:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/criancas-bilingues-tem-mais-capacidade-para-multitarefas-diz-estudo

Ser bilingue melhora capacidades cerebrais

“Bilingues são malabaristas naturais”, refere Viorica Marian, co-autora da investigação da universidade norte-americana de Northwestern, “conseguem manipular melhor os sons que recebem e, tudo indica, automaticamente prestar mais atenção aos relevantes em detrimentos dos restantes. Em vez de suscitar a confusão linguística, o bilinguismo melhora um ‘controle inibidor’, ou a capacidade para seleccionar os sons relevantes do discurso e ignorar os outros”.

Divulgado na ” Proceedings of the National Academy os Sciencies “, o estudo levado a cabo com 48 estudantes – 25 apenas falantes de inglês, 23 falantes de inglês e espanhol – conseguiu obter pela primeira vez dados biológicos que mostram que o bilinguismo melhora o funcionamento do cérebro e o modo o sistema nervoso reage aos sons.

Através de eléctrodos foram registados os padrões das ondas cerebrais dos estudantes. Ao escutarem discursos gravados sem ruídos de fundo, ambos os grupos reagiram de forma similar. No caso de gravações em que as vozes surgiam entre outros sons, os cérebros dos estudantes bilíngues foram muito mais eficazes a focar a sua atenção e análise apenas nos discursos.

Capacidades semelhantes às dos músicos

“O bilinguismo enriquece o cérebro e tem consequências reais no seu modo de funcionamento, especificamente na atenção e memória funcional”, afirma Nina Kraus, que conduziu a investigação.

Os dados biológicos recolhidos mostram a enorme plasticidade neurológica ligada à relação entre as funções sensoriais e cognitivas. As capacidades potenciadas pelo bilinguismo são semelhantes às que ocorrem com os músicos.

Futuramente, as duas investigadoras vão tentar perceber se esses efeitos ocorrem também quando se aprende uma segunda língua numa fase tardia da vida.

Fonte:

http://expresso.sapo.pt/ser-bilingue-melhora-capacidades-cerebrais=f723191

Vídeo:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/videos/pessoas-bilingues-desde-a-infancia-usam-mais-partes-do-cerebro,489406.html

As crianças suíças e as línguas estrangeiras

suiçaDuas línguas estrangeiras são demais para as crianças, garantem os autores de uma iniciativa visando impor um único idioma na escola primária. Já os especialistas defendem que os jovens alunos do nível básico têm prazer em aprender uma língua estrangeira. Desde que sejam adequadas as condições de ensino.

Seriam as crianças suíças menos inteligentes que as de Luxemburgo? A pergunta procede, quando se compara o Grão-Ducado – onde o ensino de duas línguas estranhas aos alunos do primário é aplicado sem problema – à Confederação Suíça, onde, nos cantões germanófilos (i.é, de língua alemã) cresce o número de pedidos para que se ensine apenas um idioma, adiando o outro para a escola secundária.

A reivindicação, apresentada por professores que alertam para o perigo de sobrecarregar os alunos, é lançada por canais políticos, através de ações parlamentares e iniciativas populares. Mas ela surpreende por diversos motivos, a começar pelo fato de que pesquisas sobre o cérebro humano depõem em favor de um ensino precoce de língua estrangeiras.

Tudo depende de um ensino adequado

Afirmar que “quanto mais cedo se começa, melhores serão os resultados,” seria um pouco exagerado, observa Lars Schmelter, professor de didática de línguas estrangeiras na ‘Bergische Universität de Wuppertal, na Alemanha. “O sucesso do aprendizado de uma língua estrangeira na escola elementar depende muito de um ensino apropriado às competências cognitivas dos alunos e dos meios à disposição,” acrescenta.

“É importante que o ensino seja estabelecido em função da idade,” realça também Andrea Haenni Hoti, professora das ciências da educação na Escola Pedagógica Superior, de Lucerna.

O prazer de aprender

Os dois especialistas acham que se as condições necessárias forem adequadas, até os alunos maiores podem certamente aprender com êxito as línguas estrangeiras, mas o ensino precoce leva vantagem. E ambos mostram que a grande maioria das crianças da escola elementar está motivada a aprender as línguas estrangeiras, tem prazer em comunicar. “É uma pena não apoiar e alimentar a curiosidade que manifestam as crianças daquela idade,” observa Lars Schmelter. Mais tarde essa motivação desaparece.

Os pesquisadores acrescentam que as crianças também tomam conhecimento de como de como aprender as línguas estrangeiras. E isto tem efeito positivo sobre o desenvolvimento das competências metacognitivas, ou seja, sobre a capacidade de refletir seus próprios processos de aprendizado, identificar as estratégias mais úteis e depois estabelecer como e quando aplicá-las. E esse efeito se prolonga mais tarde, na adolescência e na idade adulta.

Abolir as matérias em que alguns têm problemas?

No âmbito de um estudo para o Fundo Nacional suíço de Pesquisa Científica em quatro cantões da Suíça Central, Andrea Haenni Hoti também constatou que a maioria dos alunos da escola elementar atingiu os objetivos de aprendizado preestabelecidos e que se davam bem com duas línguas estrangeiras.

“Há naturalmente também alunos que se sentem sobrecarregados e outros que, ao contrário, se sentem suficientemente solicitados, exatamente como ocorre com todas as matérias. Mas isso não significa que tudos os alunos do nível elementar devam renunciar ao aprendizado de uma segunda língua estrangeira ou que ela deva tornar-se facultativa. Por exemplo, igualmente em matemática há alunos que não atingem os objetivos, mas ninguém fala em aboli-la da escola elementar ou eliminá-la das matérias obrigatórias,” comenta a professora.

Transferindo o ensino de uma segunda língua estrangeira ao ginásio, os alunos “teriam somente três anos para aprender o francês, que é uma língua nacional. Mesmo se se pudesse aumentar o número de horas de aulas, é justo indagar se esse período baste para adquirir as competências linguísticas a que se aspira,” observa Andrea Haenni Hoti, lembrando que para quem não têm os conhecimentos de francês previstos, fecham-se muitas portas quando busca um emprego.

É melhor o francês antes do inglês

Com base em estudos efetuados em outros países europeus e principalmente no ensino de línguas em Luxemburgo, Lars Schmelter deduz que o aprendizado de dois idiomas estrangeiros na escola elementar é “absolutamente factível, sem risco de sobrecarga” para a maioria dos alunos. E mais: ele aponta ainda a ordem em que se deve aprendê-los.

Estudos realizados na Alemanha mostraram que se os jovens de língua materna alemã aprendem o francês antes do inglês, a motivação para aprender a segunda língua estrangeira é maior do que se aprendem os dois idiomas em ordem inversa.

“Isto (explica-se) pelo fato de o inglês, morfologicamente, ser muito mais simples e ter menos conjugações, o que facilita o aprendizado do inglês nos primeiros anos. Em consequência, se se começa depois o francês, tem-se a impressão de não avançar, de não conseguir o mesmo nível que em inglês. Mas se se faz o contrário, desaparece essa impressão. Além disso, há mais probabilidade de que quem aprende primeiro o francês e depois o inglês, estude também uma terceira língua estrangeira facultativa, o que pode não ocorrer com quem estude o inglês antes do francês.

Fonte:

http://www.swissinfo.ch/por/duas-l%C3%ADnguas-estrangeiras-no-prim%C3%A1rio-n%C3%A3o-%C3%A9-exagero/38818804

Video:

http://www.swissinfo.ch/por/multimedia/porqu%C3%AA-as-crian%C3%A7as-menores-de-12-anos-aprendem-mais-r%C3%A1pido/38775146