Lisboa não é a cidade perfeita

eléctricosO turismo em Lisboa

Primeiro foi a Expo 98, que fez disparar o número de turistas em Lisboa. Depois veio o 11 de setembro de 2001, que desencorajou muitos turistas a viajar. Três anos depois, jogou-se o Euro 2004 em Portugal e os números recuperaram o balanço. Hoje há música, festivais, cruzeiros, bom tempo e boa comida. Motivos que levaram a Lisboa mais de 37 milhões de turistas nos últimos dez anos e que fizeram mais do que duplicar os números de dormidas no Porto. A “moda” de Lisboa e Porto já pegou. O objetivo agora é não a deixar passar.

“Não foi de repente”, disse à Agência Lusa o diretor-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa, considerando que o encanto pelas cidades lusas não é uma “moda” que vai e vem. “Houve uma evolução positiva ao longo dos anos de um processo de desenvolvimento turístico para Lisboa”, disse em entrevista à Lusa. “Nos últimos anos é que se começou a ver os frutos de todo esse trabalho de desenvolvimento”, explicou, apontando a aposta em campanhas de comunicação no estrangeiro como fator determinante para que Lisboa chegasse às bocas do mundo.

Moda ou não, certo é que Lisboa e Porto estão na ribalta para os turistas. Desde o campeonato de futebol do Euro 2004 a tendência foi sempre crescente (tirando uma quebra em 2009, no auge da crise). E entre 2004 e 2013, o número de turistas estrangeiros a procurar Portugal registou um aumento superior a 2,5 milhões de pessoas, segundo dados do Turismo de Portugal. O maior crescimento registou-se de 2012 para 2013, ano em que a imprensa internacional virou os olhos para Portugal – o número de visitantes passou de 7,6 milhões de turistas anuais para 8,3 milhões.

Nos últimos anos Portugal tem conquistado inúmeros prémios em várias categorias de turismo. Já foi reconhecido, por exemplo, como “o melhor país da Europa” numa eleição feita no concurso 10 Best Readers’ Choice, do jornal norte-americano USA Today; Lisboa foi considerada a cidade mais ‘cool’ da Europa pela estação norte-americana CNN e as praias portuguesas também têm reinado nas listas das melhores praias do mundo, tendo recebido em 2013 uma distinção da prestigiada revista espanhola Condé Nast Traveller.

Só nos primeiros nove meses de 2013, o país somava cerca de 50 distinções, mais 35 prémios do que os 15 arrecadados no ano anterior.

“Portugal é menos icónico do que outros países mais conhecidos, mas oferece uma riqueza de oportunidades aos viajantes: vilas charmosas, boa comida, música regional fascinante, atrações culturais, uma bonita costa e até surf de classe mundial”, lia-se no USA Today em maio.

Também o ICCA – International Congress & Convention Association fez Portugal subir em 2013 quatro posições no top 20 dos destinos mais procurados a nível mundial para acolher congressos, ocupando agora a 13.ª posição. No ano passado foi também noticiado que Portugal já tinha conquistado três vezes mais prémios do que em 2012.

Destino mais barato, praias “maravilhosamente únicas” e o pastel de nata como um dos melhores doces da Europa foram algumas das categorias que valeram distinções por parte de diversos órgãos internacionais, como o The Guardian, o The New York Times, o El País, a CNN ou a revista Forbes.

Fonte:

http://observador.pt/2014/06/08/moda-de-lisboa-e-porto-veio-para-ficar/

Vídeo:

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/turismo___lazer/detalhe/lisboa_vista_por_estrangeiros.html

História de Lisboa

Os eléctricos da carris

Lisboa recebeu o eléctrico com medo dos “monstros de ferro”, das faíscas e a desdenhar dos postes “de alta tensão”, mas acabou por os aceitar. O Porto, que teve o primeiro eléctrico ibérico, diz que este transporte faz parte da sua identidade. Porém, em ambas as cidades, o eléctrico está reduzido a quase nada. O cenário pode mudar?

a Na madrugada de 31 de Agosto de 1901, entrou em funcionamento a primeira linha de eléctricos de Lisboa. Ia sobre carris, do Cais do Sodré a Ribamar (hoje Algés). Os primeiros passageiros aplaudiram a elegância luxuosa dos carros, a comodidade que proporcionavam e também a rapidez da viagem, mas para a história fica também a controvérsia que rodeou a chegada destes veículos à capital.

“A polémica gerou-se em torno do tipo de eléctrico a utilizar: sistema de captação de corrente por rede aérea e trólei ou sistema de captação de corrente por rede subterrânea”, descreve João de Azevedo, no livro Lisboa – 125 anos sobre carris.

A opção pelo primeiro sistema (tido como mais barato, mas também inestético) foi mal recebida. No Parlamento, ouviram-se discursos inflamados, antecipando que “raios e coriscos, atraídos pelos cabos de alta tensão, provocarão grandes incêndios que destruirão a nossa Lisboa”. As crianças “jamais poderão brincar em paz nos passeios, pois partirão a cabeça contra os postes de alta tensão”, cita João de Azevedo. E mesmo a imprensa da época noticiou “o efeito detestável dos postes nas estreitas ruas”, chamando-lhes “monstros de ferro”.

Ultrapassadas as primeiras resistências, os eléctricos disseminaram-se pela cidade. Em 1958, a rede lisboeta totalizava 145 quilómetros. Até aos dias de hoje, esse número caiu a pique. Agora sobram cinco carreiras, que percorrem 48 quilómetros. Números que pouco ou nada se deverão alterar num futuro próximo, apesar dos apelos que têm sido feitos por cidadãos e autarcas para que algumas linhas extintas sejam reactivadas e novas possam surgir.

A Carris, que gere os eléctricos de Lisboa, justifica a supressão de carreiras de eléctricos no passado com “uma conjugação de factores”: a expansão da rede de autocarros (“cujos custos operacionais eram mais baixos e apresentavam uma grande flexibilidade para acompanhar o desenvolvimento da cidade”) verificada a partir dos anos 50 e a concorrência do Metropolitano de Lisboa. O secretário-geral da Carris, Luís Vale, diz que mexer na rede de eléctricos implica “investimentos avultados”, bem como decisões partilhadas com o Estado e a Câmara de Lisboa.

A Carris sublinha ainda que, no frente-a-frente com os autocarros, os veículos movidos a electricidade saem a perder: o preço do material circulante e os custos de manutenção são mais elevados e, se não houver “corredores próprios” e “prioridade nos semáforos”, a velocidade de circulação será sempre um problema. Apesar de os eléctricos produzirem “menos poluição sonora, além de deslocalizarem a poluição atmosférica para as zonas de produção da energia eléctrica, fora dos grandes centros urbanos”.

Fonte:

http://www.publico.pt/temas/jornal/sobre-carris-ou-sobre-rodas-o-futuro-passa-pelos-electricos-21845821

Vídeo:

Filmes ambientados em Lisboa

Jodé Cottinelli Telmo – A Cançao de Lisboa (1933)

Vídeo:

João César Monteiro –  Recordações da Casa Amarela (1989)

Vídeo:

Manoel de Oliveira – A Caixa (1994)

Vídeo:

Maria de Medeiros Capitães de Abril (2000)

Vídeo:

Cançoes sobre Lisboa

Amalia Rodrigues – Lisboa Antiga

Vídeo:

Letra:

Lisboa, velha cidade,
Cheia de encanto e beleza!
Sempre a sorrir tão formosa,
E no vestir sempre airosa.
O branco véu da saudade
Cobre o teu rosto linda princesa!

Olhai, senhores, esta Lisboa d’outras eras,
Dos cinco réis, das esperas e das toiradas reais!
Das festas, das seculares procissões,
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais!

Lisboa, velha cidade,
Cheia de encanto e beleza!
Sempre a sorrir tão formosa,
E no vestir sempre airosa.
O branco véu da saudade
Cobre o teu rosto linda princesa!

Olhai, senhores, esta Lisboa d’outras eras,
Dos cinco réis, das esperas e das toiradas reais!
Das festas, das seculares procissões,
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais!

Fonte:

http://letras.com/amalia-rodrigues/564691/

Carlos do Carmo – Lisboa, menina e moça (1986)

Video:

Letra:

No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Fonte:

http://letras.com/carlos-do-carmo/483795/

Deolinda – Lisboa não é a cidade perfeita (2008)

Vídeo:

Letra:

‘Inda bem que o tempo passou
e o amor que acabou não saiu.
‘Inda bem que há um fado qualquer
que diz tudo o que a vida não diz.
Ainda bem que Lisboa não é
a cidade perfeita p’ra nós.
Ainda bem que há um beco qualquer
que dá eco a quem nunca tem voz.
‘Inda agora vi a louca sozinha a cantar,
do alto daquela janela.
Há noites em que a saudade me deixa a pensar:
Um dia juntar-me a ela.
Um dia cantar…
como ela.

‘Inda bem que eu nunca fui capaz
de encontrar a viela a seguir.
‘Inda bem que o Tejo é lilás
e os peixes não param de rir.
Ainda bem que o teu corpo não quer
embarcar na tormenta do réu.
Ainda bem se o destino quiser
esta trágica historia, sou eu.
‘Inda agora vi a louca sozinha a cantar,
do alto daquela janela.
Há noites em que a saudade me deixa a pensar:
Um dia juntar-me a ela.
Um dia cantar…
como ela.

Fonte:

http://letras.mus.br/deolinda/1336712/

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