Verão, 1949

loboFernando Lobo

Fernando de Castro Lobo, nasceu no dia 26 de julho de 1915, em Recife, Pernambuco, e vem de uma família de músicos: sua mãe tocava bandolim e sua tia, piano. Fernando foi criado em Campina Grande, na Paraíba ,onde começou a estudar piano com Capiba, pai do famoso compositor com o mesmo nome. Alguns anos depois voltou a Recife para estudar Direito e iniciou aulas de violino. Passou a cantar e a tocar violino na orquestra Jazz Band Acadêmica de Pernambuco por um curto período. Gravou uma única música: o frevo-canção de Nelson Ferreira, “Pare, olhe, escute e goste”, pela Victor, em 1936 ,e nesse mesmo ano compòs sua primeira música, o frevo-canção “Alegria”, que foi gravado por Nuno Roland, pela Odeon, em 1940.

Fernando Lobo trabalhou em jornais de Pernambuco, e em 1939 mudou-se para o Rio de Janeiro. Ali, continuou a trabalhar como jornalista nas revistas “Carioca”, “O Cruzeiro” e “A Cigarra”, foi também diretor da Rádio Tamoyo.

Em 1945 foi para os Estados Unidos, onde trabalhou nas cadeias de rádio e televisão CBS e NBC.

Em 1947, em parceria com Dorival Caymmi, compòs o samba “Saudade”, gravado por Orlando Silva.

Em 1949 retornou ao Brasil, e sua música “Chuvas de verão” foi gravada por Francisco Alves. Araci de Almeida gravou a sua versão para a rumba “Nasci para bailar”.

Em 1950 lançou para o carnaval a música “Nega maluca”, em parceria com Evaldo Rui. Esta música foi para os anais da música como um dos clássicos do carnaval no Brasil.

Fernando Lobo fez parte do famoso Clube dos Cafajestes, junto com Paulo Soledade e Carlos Niemeyer. Era um grupo de rapazes alegres e um pouco turbulentos que viveu no Rio de Janeiro, nos anos 50. Em memória a um dos componentes do grupo, o comandante Carlos Eduardo de Oliveira, da extinta Panair do Brasil, que morreu em um desastre de avião, compòs junto com Paulo Soledade a canção “Zum Zum”, gravada por Dalva de Oliveira, e que se tornou um dos grandes sucessos do carnaval de 1951.

Em 1951 trabalhou como redator da Rádio Nacional, onde foi colega de Haroldo Barbosa, Evaldo Rui e Renato Murce.

Durante a década de 50, compòs alguns baiões, entre eles “A primeira umbigada”, em parceria com Manezinho Araújo. Com Antonio Maria compòs outro sucesso, o samba canção, “Ninguém me ama”, gravado por Nora Ney.

Em 1957 iniciou seu trabalho na televisão e continuou escrevendo para jornais e revistas do Rio de Janeiro. Uma seleção de suas músicas foi gravada em um LP, pela Copacabana: “Músicas e poesias de Fernando Lobo”.

Em 1967, classificou, entre as finalistas, sua música “Diana pastora”, no III Festival da Música Popular Brasileira, TV Record, São Paulo. Nesse mesmo festival venceu seu filho Edu Lobo, com “Ponteio”.

Fernando Lobo morreu no Rio de Janeiro, no dia 22 de dezembro de 1996.

Video:

Letra: Fernando Lobo – Chuvas de verão

Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais

Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito.
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão

Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais

Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, nada mais

Fonte:

http://letras.com/fernando-lobo/1792677/

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